segunda-feira, 27 de agosto de 2012

TDAH - TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE


O TDAH caracteriza-se por sintomas de desatenção, dificuldades de concentração, inquietação e impulsividade, que ocorrem por pelo menos seis meses e que trazem prejuízos significativos em pelo menos dois ambientes (ex.: casa e escola).
Aparecem em 5% da população em idade escolar e é mais frequente em meninos que em meninas, na proporção de 4 para 1.
Podem ter alguns transtornos associados: transtorno de desafio e oposição, transtorno de conduta, depressão, transtorno de ansiedade, transtorno bipolar, entre outros.
As causas podem ser genéticas (30 a 40%), fatores neuroquímicos, tabagismo e consumo de álcool materno, carga elevada de chumbo nos primeiros anos de vida, infecção por estreptococos, medicamentos anticonvulsivos antigos.
As principais consequências são: baixa auto-estima, falta de motivação nos estudos, dificuldade de solucionar problemas, comprometimento social, problemas acadêmicos.
É importante os pais ficarem atentos, pois o diagnóstico não se baseia na simples presença dos sintomas, mas em sua gravidade e duração, e em que extensão estão interferindo na vida da criança.
A avaliação é principalmente a observação clínica, os dados fornecidos pelos familiares e a investigação dos antecedentes, dados fornecidos pela escola e professores e o exame neuropsicológico.
A avaliação neurológica vai determinar o uso ou não de medicamentos e uma técnica que tem dados resultados surpreendentes é a TCC - técnica cognitivo comportamental, onde o psicólogo trabalha a psicoeducação - com a criança, pais e professores, melhora a auto-estima da criança/adolescente, ensina a treinar o pensamento antes que o comportamento ocorra, ajuda a organizar sua rotina tanto em casa como na escola.
Oito Passos para os Pais  (Barkley, 2002) - (COERÊNCIA, PERSISTÊNCIA, PACIÊNCIA)
1- Aprenda a prestar atenção positiva a seu filho;
2- Use sua poderosa atenção para conquistar obediência;
3- Dê comandos mais eficazes;
4- Ensine seu filho a não interromper suas atividades;
5- Estabeleça um sistema de fichas caseiro (o psicólogo que trabalha com TCC pode lhe ensinar);
6- Aprenda a punir a má conduta construtivamente;
7- Ensine seu filho a otimizar seu tempo;
8- Aprenda a controlar seu filho em locais públicos.
As habilidades sociais também podem ser ensinadas:
- Civilidade: ensine seu filho a utilizar as "palavrinhas mágicas" - por favor, muito obrigada, com licença, bom dia, boa noite, etc...
- Modelar comportamentos não agressivos.
- Ensinar a reagir de forma não agressiva diante de ataques físicos ou verbais.
- Aceitar regras (de jogos por exemplo).
- Atenção ao outro, ao que ele quer fazer.
- Treinar o ato de escutar.
- Dar atenção a pessoa que está falando.
- Aguardar a sua vez de falar.
- Aprender a ter tolerância a frustração.

UMA BOA SEMANA A TODOS!!!!!

domingo, 19 de agosto de 2012

Esta semana vou reproduzir um texto que recebi e  acho muito importante para todos que tem uma "pessoa especial" em casa. A convivência familiar é fundamental e com irmãos então, traz grandes benefícios.
Espero que gostem do texto como eu gostei.
* Baseado em "The Sibling Relationship: Attending to the Needs of the other Children in the Family" - Susan P. Levine. (Traduzido e adaptado por Josiane Mayr Bibas - Associação Reviver Down).

                          IRMÃOS - UMA RELAÇÃO IMPORTANTE

O relacionamento entre irmãos em todas as famílias sempre envolve emoções conflitantes. Mesmo os adultos, que hoje afirmam ter tido bons relacionamentos com seus irmãos na infância, se levados a lembrar mais detalhadamente, vão se recordar de terem sentido emoções como raiva, ciúmes, inveja, medo, preocupação, vergonha e até ódio, acompanhados de amor, admiração, respeito e amizade. Ou seja, mesmo a família mais sensível e adequada, terá no relacionamento entre irmãos um desafio e uma incógnita, com todas as provocações, brigas e esforço que irmãos requerem entre si e seus pais.
E quando a essas relações já tão intensas e complexas se soma um irmão com a Síndrome de Down? Quando pensamos numa criança ou adolescente com SD, logo pensamos em seus pais, no seu envolvimento, seus sentimentos, preocupações e responsabilidades relacionadas a esse filho. Porém, o nascimento de uma criança com SD não afeta apenas seus pais, mas sim todos os membros da família. E os seus irmãos? Como essa experiência afeta seu desenvolvimento social e emocional?
Quando um novo bebê chega em casa, é natural que os pais dêem prioridade a ele na maior parte do tempo. Quando o bebê que chega tem a SD, esse desvio da atenção pode ser ainda maior, pois os pais estarão lidando com suas próprias emoções e tentando lidar com essa informação nova em suas vidas, a Síndrome de Down. À medida que a criança cresce a atenção a tudo que se refere às suas necessidades médicas, escolares e sociais continua. O irmão, mesmo sabendo que existem motivos para isso, está consciente de que os holofotes podem estar sobre seu irmão com SD em um tempo desproporcional e injusto. A atenção dos pais, afinal, é a coisa mais difícil de se compartilhar.
A deficiência de um filho e irmão nunca é desejada e, quando acontece, desperta sentimentos de perda, culpa, raiva, negação, vergonha, pena, medo e tantos outros complicadores do desenvolvimento das relações na família e da personalidade dos seus irmãos. Ao perceber que irmãos estão tendo sentimentos como frustração ou ciúmes, é importante que a família não desautorize, evite ou impeça estas sensações. A simples pergunta "Me diga por que você está se sentindo assim?", faz com que a criança encontre espaço para que a comunicação flua.
Os sentimentos desenvolvidos pela presença de irmãos portadores de deficiência variam bastante e são muitas vezes contraditórios. Irmãos geralmente ficam muito orgulhosos das conquistas alcançadas pelo irmão com a Síndrome; reconhecem cada aprendizagem, os defendem diante das dificuldades, torcem pelo seu sucesso. Mas, por outro lado, eles podem sentir raiva e ciúmes da atenção extra, e depois, culpa por terem se sentido assim. A agressividade, em muitas famílias, é um canal natural que os irmãos encontram para resolver frustrações e ciúmes. Quando um irmão tem SD ou necessidades especiais, esse instinto natural fica inibido pelo respeito às limitações do irmão. É um turbilhão de emoções conflitantes. Os irmãos de uma criança com SD também se preocupam mais: preocupam-se com a saúde, eventuais cirurgias, questões de segurança, sobre seu futuro e sua felicidade. Pensam também sobre o comportamento do irmão em ambientes sociais. Esse embaraço costuma crescer na adolescência, pela necessidade forte de fazer parte do grupo, nesta fase.
Apesar dessa profusão de sentimentos, estudos revelam que irmãos e irmãs de crianças com SD costumam ser afetados mais positiva do que negativamente, pois tendem a desenvolver generosidade, empatia e respeito à diversidade. Irmãos de pessoas com SD relatam que aprenderam muito nessa relação: são mais sensíveis, responsáveis, pacientes e tolerantes. Crescer com um irmão ou irmã com SD pode trazer uma riqueza de experiências e uma melhor qualidade de vida, abrir caminho para traços positivos de caráter, ajudar a desenvolver melhor senso de humor e confiança, e introduzir todos à visão de comunidades inclusivas. Uma grande porcentagem de irmãos de pessoas com SD procura carreiras relacionadas com medicina e reabilitação.
Para a criança ou jovem com SD, seus irmãos são aqueles que mais os conhecem, que mais os desafiam, estimulam sua criatividade, seu senso de defesa e de aventura.
A postura que os pais demonstram frente à SD de um de seus filhos, tem papel de grande importância no tipo de relacionamento que vai se desenvolver entre irmãos. Pais que aceitam a SD de seu filho, falam abertamente sobre ela e vêem a educação de cada filho de forma aberta e justa, que deixam claro que amam cada um deles com suas falhas e qualidades. Uma família que investe na colaboração e demonstra interesse por todos os filhos, ainda que possa estar mais empenhada na estimulação de um deles; uma família que percebe que qualquer filho é vulnerável a sentimentos como insucesso, inadequação, solidão e competitividade, têm diante de si a probabilidade maior de alcançar uma relação de cumplicidade entre irmãos.


Estratégias para promover um relacionamento familiar saudável
(Fonte: Brian Skotko/ Children's Hospital Boston/ 2007)

1- Sejam abertos e honestos e expliquem sobre a SD o mais cedo possível. Encoraje seus outros filhos a fazerem perguntas; responda-as em seu nível e com honestidade. Se eles não
perguntarem, de tempos em tempos perguntem se eles têm perguntas ou preocupações. Os irmãos devem saber quais são os planos de seus pais para o futuro de seu irmão com SD; assim, acalmam-se as apreensões e os outros irmãos podem participar da construção deste futuro.

2 - Deixem os irmãos expressarem seus sentimentos negativos - Reconheçam o fato que às vezes é difícil ser irmão ou irmã de uma pessoa com deficiência. Dê-lhes privacidade e tempo e não espere que sejam santos.

3- Reconheçam os momentos difíceis pelos quais os irmãos podem estar passando - enquanto vão crescendo, os irmãos e irmãs começam a se dar conta que nem todo mundo na sociedade tem as mesmas crenças e valores da sua família. Estejam também atentos ao fato de podem ficar mais sensíveis em certas situações sociais e sempre incluir o irmão com SD pode ser desconfortável algumas vezes.

4- Limitem as responsabilidades de guarda - crianças precisam ser crianças. Deixe que eles sejam irmãos e não um outro pai ou mãe. Seu filho com deficiência se beneficia mais por ter irmãos do que uma família cheia de pais.

5- Não valorize apenas as conquistas do filho com SD. Reconheça a individualidade de cada criança da família. Sempre diga a cada filho o que os torna tão especiais. Eles querem sentir que vocês os notam também. Comemore suas conquistas e reserve um tempo individual para cada um de seus filhos.

6- Sejam justos - ouçam os dois lados da história e se assegurem que cada criança tenha responsabilidades apropriadas ao seu nível de habilidade. Lembrem-se que nem sempre é o mais velho ou o filho mais capaz que começa uma briga; e que o filho com SD também pode ter tarefas e deveres em casa.

7- Quando os pais têm apoio, eles ficam melhor equipados para a caminhada. As crianças costumam se espelhar no exemplo de como os pais estão se comportando e lidando com a situação.

8- Procurem ou criem grupos de apoio a irmãos. Se um grupo não for possível, propicie a oportunidade de seus filhos encontrarem outras crianças com SD e seus irmãos.

(Baseado em "The Sibling Relationship: Attending to the Needs of the other Children in the Family" - Susan P. Levine. Traduzido e adaptado por Josiane Mayr Bibas - Associação Reviver Down)


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domingo, 12 de agosto de 2012






VIDA
CORA CORALINA


NÃO SEI....
SE A VIDA É CURTA OU LONGA DEMAIS PARA NÓS,
MAS SEI QUE NADA DO QUE VIVEMOS TEM SENTIDO,
SE NÃO TOCARMOS O CORAÇÃO DAS PESSOAS;
MUITAS VEZES BASTA SER: COLO QUE ACOLHE,
BRAÇO QUE ENVOLVE,
PALAVRA QUE CONFORTA,
SILÊNCIO QUE RESPEITA,
ALEGRIA QUE CONTAGIA,
LÁGRIMA QUE CORRE,
OLHAR QUE ACARICIA,
DESEJO QUE SACIA,
AMOR QUE PROMOVE.
E ISSO NÃO É COISA DE OUTRO MUNDO, É O QUE DÁ
SENTIDO À VIDA.
É O QUE FAZ COM QUE ELA NÃO SEJA NEM CURTA, NEM LONGA DEMAIS, MAS QUE SEJA INTENSA E VERDADEIRA, PURA...
ENQUANTO DURAR....

FELIZ DIA DOS PAIS!!! PAIS ESPECIAIS!!! PAIS DE VERDADE!!! PAIS PRESENTES!!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

DICAS PARA CUIDAR DE CRIANÇAS ESPECIAIS

















Errar na educação dos filhos é inevitável, mas os pais de criança com necessidades especiais, estão mais sujeitos a isso, a começar pelo fato de que o modelo de educação que carregam  não traz, em geral, a experiência de cuidar de um filho  especial. Nesse aspecto, segundo o pediatra Ruy Pupo Filho (pai de uma criança com Down e autor de Como Educar Seus Filhos, Editora Alegro, 2004), "assim como as crianças ou as pessoas em geral, cada deficiência terá características próprias que os pais vão ter de conhecer aos poucos para aprender a lidar com ela". O que pode dificultar essa tarefa, é a demora dos pais em   aceitar e começar a procurar meios de ajudar a criança a enfrentar os desafios que é melhorar sua qualidade de vida e conseguir conquistar seu espaço na sociedade em que vive. Pela experiência do vice-presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil, José Belisário Filho, o pai é o que na maior parte das vezes tem mais dificuldade. "Muitos saem de casa porque se sentem ofendidos com o problema, outros se omitem na educação, sendo esse um sinal de que também não aceitaram." A situação complica na educação da criança, porque o pai que está presente tem papel fundamental. "Ele costuma ter mais coragem de deixar o filho se arriscar do que a mãe." Os especialistas indicam a seguir os erros mais comuns na hora de educar a criança com deficiência. Vale ressaltar que existem pais que estão presentes e muitas vezes assumem toda a responsabilidade sobre a criança, tanto na educação como na tarefa de buscar alternativas que possam ajudar na melhora de seu filho.
Superproteção -  Está na base de quase todos os problemas. É comum tratar o filho como "coitadinho", com cuidados em excesso. Mas é difícil os pais notarem os exageros por conta da tendência a querer minimizar o sofrimento da criança. Precisam permitir que ela descubra o que se passa a seu redor e corra alguns riscos para que avance no seu desenvolvimento. Uma forma de identificar a superproteção é verificar se o comportamento social do filho acompanha o de colegas da mesma idade. Se, por exemplo, os amigos dormem na casa uns dos outros, menos o seu filho, provavelmente há preocupação em demasia de que algo ruim aconteça.
Subestimar o potencial - Desde cedo a criança começa a entender o mundo a partir das atitudes dos pais. Ela tem percepções intuitivas, uma capacidade grande de leitura dos comportamentos, presente mesmo em uma situação de deficiência mental grave. Por isso, não adianta repetir a seu filho que acredita que ele tem condições de fazer algo se, na hora, você interfere para ajudar. Isso será prejudicial à autoestima dele. Pais que ficam muito presos à deficiência não conseguem enxergar o filho como alguém cheio de potencialidades e podem limitá-lo mais.
Não dar limites - Criança especial também deve tomar bronca se faz birra ou desobedece. Quando elas percebem este comportamento dos pais, tendem a ter mais dificuldade em obedecer e aceitar regras para melhorar seu comportamento. Para manter essa linha de conduta, os pais têm de ficar firmes diante de determinadas atitudes das crianças. Se derem muito valor a elas, ficarão perdidos e a criança pode vir a usar essa fraqueza para conseguir o que quer.
Fazer tudo no lugar do filho -  Tornar a criança com necessidades especiais  independente na medida do possível é questão de sobrevivência. Não fazer as coisas por ela é o primeiro passo e exige paciência. Mostre como se faz até que ela consiga sozinha. Valorize cada conquista mesmo que pareça pequena. Elogios é um grande estímulo para que seu filho se desenvolva em outras habilidades.
Deixar  a criança em casa -  Terapias de estimulação não funcionam se não houver contato social. Ele é fundamental no desenvolvimento porque, à medida que a criança se expõe, ela cria outras habilidades. O grande receio dos pais é que o filho se machuque, seja segregado ou ninguém saiba cuidar dele. Mas é justamente a ausência dos pais que estimula os outros a encontrar saídas para ajudar.
Infantilização -  Mesmo que o filho cresça, é comum ser tratado sempre como criança, principalmente nos casos de síndrome de Down e de deficiência mental. O filho com 15 anos não deve, por exemplo, ganhar uma festa infantil e bonecas ou carrinhos para brincar. A criança especial tem potenciais que só aparecem diante de situações novas.
Cobrar de um filho que cuide do irmão especial -  Nem é preciso fazer isso porque, se os pais não estão por perto, geralmente o irmão cuida muito bem do outro. Se não faz, pode ser uma reação de ciúme ao perceber que os pais gastam muita energia e atenção com o irmão especial, sobrando pouco para ele. Aí, a cobrança dos pais só piora a situação.
Repreender a sexualidade -  Em geral, o deficiente possui sexualidade igual à de qualquer pessoa. Mas existem tabus de que sejam assexuados ou tenham a sexualidade exacerbada. Nesse último caso, trata-se de distúrbio de comportamento por falta de educação mesmo, alertam os especialistas. Para evitar, é preciso ensinar o filho que há lugar e hora para se masturbar, por exemplo. A sexualidade também vai ocupar o espaço que for possível na vida da criança se ela não tiver atividades como a escola, as artes e o esporte, que são excelentes formas de canalizar a energia sexual.
Inclusão em escola regular -  Grande parte dos pais têm medo de que, nesse ambiente, o filho sofra preconceitos. Se a exposição da criança for feita de forma tranquila e desde cedo, ela só tem a ganhar com isso. A escola é um espação de cidadania em que se aprende com a convivência, com os outros colegas. Eles servirão de modelo para a criança com deficiência e ela ensinará muito a todos os outros.
(Dados retirados da Revista Crescer,
edição 124, março/04)