terça-feira, 7 de janeiro de 2014

RECOMEÇO



Passadas as festas de final de ano é hora de começar a pensar e fazer planejamento para o ano que inicia. Temos vários desejos, metas a serem alcançadas, projetos a serem finalizados e quando pensamos nos nossos filhos, começamos a procurar as melhores alternativas possíveis para seu aprendizado, recuperação, progressos e melhor qualidade de vida.
Muitos pais, diante do filho pequeno e indefeso, prometem a si mesmos resguardá-lo de todo sofrimento e frustração. A superproteção sufoca, atrasa e passa insegurança para nossos filhos.
Li um artigo onde uma frase chamou atenção - CRESCER DÓI - se pararmos para pensar, crescer dói para todos. Mas  é uma dor que pode ser diminuída ou excluída de nossas vidas.
A primeira grande dor que o bebê enfrenta é ao nascer, quando precisou deixar o ambiente perfeito que o abrigou durante a gravidez; um lugar aquecido e protegido, sem sobressaltos e esforços, com todas suas necessidades satisfeitas a tempo e hora. De repente, o desconforto das contrações, a passagem pelo apertado canal vaginal ou pelo corte estreito da cesárea. Vem o frio, a luz, o esforço para respirar e o desamparo diante de um mundo imenso e desconhecido (alguém lembra desse momento? Para nossa felicidade não precisamos relembrar).
Outras sensações incomodas vão acontecendo após o nascimento do bebê: a sensação de fome e a espera pela oferta do peito ou da mamadeira; as cólicas, as roupas molhadas, a adaptação ao novo mundo que está vivendo agora. Ainda bem que os cuidados adequados e o aconchego amoroso dos pais vão minimizando estas sensações dolorosas.
O tempo vai passando e aparecem mais novidades. Ele vivencia experiências novas, às vezes dolorosas: as primeiras viroses, o desmame, a introdução da alimentação sólida de textura e gosto estranhos e a separação da mãe, que precisa voltar a trabalhar ou retomar seus afazeres, interesses e horários habituais. Sem dimensionar a culpa da mãe que para cumprir todos seus compromissos tem que deixar por algumas horas seu bebê tão dependente dela.
Mas o milagre da vida faz com que este bebê sobreviva, cresça e adquira várias habilidades importantes, como se locomover, falar, brincar, se torna mais independente, esperto e muitas vezes....teimoso!!!
E como ficam os pais e os bebês que nascem com alguma limitação, "crianças especiais", que não passam por todo este processo nas mesmas condições? Para os pais existe o período de negação, culpa, desânimo, até internalizar que é preciso fazer algo urgente. A aceitação que existe algo "diferente"  é o primeiro passo e a partir daí precisamos começar a fazer algo imediatamente. Uma verdadeira romaria começa: médicos, exames, profissionais especializados dependendo da necessidade da criança, cuidador(a) certa, escola adequada, adaptação da família a esta nova realidade.
Acreditem, vocês não estão sozinhos!!! Várias famílias tem as mesmas perguntas, as mesmas dúvidas.
Profissionais especializados em crianças, adolescentes e adultos com necessidades especiais estão preparados para ajudar e acolher da melhor maneira possível cada um de vocês.
Trabalhar com seu filho é um grande aprendizado e alegria imensa em poder ajudar e fazê-lo crescer.
Acredite sempre no melhor....acredite sempre nos seus filhos.....As crianças que são incentivadas a crescerem e enfrentarem os desafios da vida aprendem que viver às vezes dói, mas que o tempo e os recursos de que dispõem curam dores e permitem a eles seguirem em frente!
"O principal objetivo da terapia psicológica não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas sim ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece num equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade jamais encontrará a verdade! " (Carl Jung)



sexta-feira, 29 de novembro de 2013

BULLYING - UM TEMA ATUAL



O bullying é um fenômeno mundial tão antigo quanto a escola. É um termo do inglês sem tradução, compreendida como um conjunto de comportamentos de agressão física, verbal ou moral, intencionais e repetitivos que ocorrem sem motivação evidente, adotado por um ou mais alunos contra outro(a), causando dor, angústia e sofrimento. Pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, não só nas escolas. Ocorre também nas famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.
Na década de 70, na Suécia, surgiu um maior interesse da sociedade sobre este problema e logo estendeu-se para outros países. Na Noruega, em 1982 ocorreu o suicídio de três crianças entre 10 e 14 anos, motivadas pela situação de maus tratos a que eram submetidos pelos seus companheiros de escola. Devido à grande repercussão nos meios de comunicação o governo norueguês fez uma campanha nacional contra o bullying no ano seguinte. 
Nos Estados Unidos e Europa este problema é discutido amplamente na tentativa de minimizar os danos causados às crianças e adolescentes. No Brasil, um levantamento feito pela ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência) entre 2000 e 2004, envolvendo quase seis mil estudantes de escolas do município constatou que 40,5% dos alunos admitiram estar envolvidos em bullying, revelando índices superiores aos países europeus.
Atualmente a facilidade com que jovens se comunicam pela rede mundial de computadores tem provocado um novo fenômeno: o cyberbullying. Através de salas de bate-papo virtual, emails ou redes sociais, são expostos textos, imagens e até vídeos das vítimas, onde o objetivo é agredir, difamar, ofender e humilhar suas vítimas.
Pessoas que praticam o bullying acreditam na impunidade de seus atos e muitas vezes revelam pertencer a famílias desestruturadas ou tem algum transtorno comportamental como o desafiador opositor, de conduta ou hiperatividade. Quem executa tais atos deseja controlar e dominar o outro. 
Os alvos normalmente são pessoas tímidas, quietas, inseguras, pouco habilidosas socialmente, possuem poucos amigos e são facilmente intimidadas, apresentando dificuldades de reagir e se defender dos atos de agressividade. Em alguns casos apresentam algum transtorno comportamental como fobia social, depressão ou transtorno invasivo do desenvolvimento. São estas pessoas que os praticantes do bullying identificam para agirem.
Grande parte das vítimas não buscam ajuda por medo de seus agressores e as testemunhas desses atos tem medo de se tornarem as próximas vitimas. O ambiente se torna hostil e inseguro para todos.
As vítimas experimenta  grande sofrimento, o que pode interferir em seu desenvolvimento social, emocional e em sua vida escolar ou profissional.
 As consequências são, principalmente na escola: baixa autoestima, queda do rendimento escolar, resistência ou recusa em ir para a escola, frequente troca de colégio ou abandono dos estudos. Em casos mais graves pode levar a quadros depressivos e até suicídio.
No trabalho é um problema sério que algumas pessoas pensam ser um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que enfraquece a integridade e confiança da vítima, que muitas vezes acha que é algo passageiro.
Entre vizinhos toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, como por exemplo barulho excessivo para perturbar o sono ou fazer queixas por qualquer problema que surge. 

O QUE FAZER?
Perceber e monitorar as habilidades ou possíveis dificuldades que possam ter os jovens em seu convívio social com os colegas, passa a ser atitude obrigatória daqueles que assumiram a responsabilidade pela educação. A identificação precoce do bullying e o trabalho de informação e conscientização entre professores, pais, alunos no caso da escola e entre colegas de trabalho e direção no caso de local de trabalho são fundamentais para lidar com o problema.
As ações anti-bullying devem considerar ao elaborar estratégias de enfrentamento da situação, as características sociais, econômicas e culturais da população. O envolvimento de todos é fundamental para implementação de projetos e redução do bullying. As ações devem priorizar a conscientização geral, apoio às vítimas, conscientização dos agressores sobre seus atos e a garantia de um ambiente saudável, seguro e acolhedor para todos. É importante reforçar os conceitos éticos, de respeito e estimular uma cultura pacifista. O encorajamento de todos para participarem da supervisão e intervenção desses atos, pode ser uma boa estratégia de enfrentamento da situação.
Na escola, os professores devem lidar e resolver efetivamente cada caso, buscando cooperação de outras instituições, como centros de saúde e conselhos tutelares. É importante também desenvolver junto aos praticantes de bullying incentivo no sentido de adquirir comportamentos mais amigáveis e sadios, evitando o uso de ações puramente punitivas, como castigos, suspensões ou exclusão do ambiente escolar, que acabam por marginalizá-los. Resumindo, o importante é identificar, traçar metas e procedimentos e ajudar tanto os praticantes como as vítimas de byllying.

Fontes de pesquisa: Aramis, A.Lopes Neto, Bullying - Comportamento Agressivo entre Estudantes; Taylor, Maurren, Bullying e o Desrespeito; Teixeira, Gustavo, Manual dos Transtornos Escolares.







sexta-feira, 8 de novembro de 2013

PARA REFLEXÃO: A ESCOLA DOS BICHOS

"Era uma vez um grupo de animais que quis fazer alguma coisa para resolver os problemas do mundo. Para isto, eles organizaram uma escola. A Escola dos Bichos estabeleceu um currículo de matérias que incluía correr, subir em árvores, em montanhas, nadar e voar. Para facilitar as coisas, ficou decidido que todos os animais fariam todas as matérias.
O pato se deu muito bem em natação, até melhor que o professor. Estava indo muito mal na aula de voo e na corrida. Por causa de suas deficiências, ele precisou deixar um pouco de lado a natação e ter aulas extras. Isto fez com que seus pés de pato ficassem muito doloridos e o pato já não era mais tão bom nadador como antes. Estava quase passando de ano e este aspecto de sua formação não estava preocupando a ninguém, exceto, é claro, ao pato.
O coelho era, de longe, o melhor corredor e começou a ter tremores nas pernas de tanto tentar aprender natação.
O esquilo era excelente em subida de árvore, porém enfrentava problemas constantes na aula de voo, porque o professor insistia que ele precisava decolar do solo e não de cima de um galho alto. Com tanto esforço, ele tinha câimbras constantes e foi apenas "regular" em alpinismo e fraco em corrida.
A água insistia em causar problemas, por mais que a punissem por desrespeito à autoridade. Nas provas de subida de árvore era invencível, mas insistia sempre em chegar lá da sua maneira...voando!!! Na natação deixou muito a desejar.
Cada criatura tem capacidades e habilidades próprias, coisas que faz naturalmente bem. Mas quando alguém o força a ocupar uma posição que não lhe serve, o sentimento de frustração e até culpa, provoca sentimentos de inferioridade  e derrota total.
Um esquilo é um esquilo, nada mais do que um esquilo. Se insistirmos em afastá-lo daquilo que ela faz bem, ou seja, subir em árvores, para que ele seja um bom nadador ou um bom corredor, o esquilo vai se sentir um incapaz.
A água faz uma bela figura no céu, mas não consegue fazer uma corrida a pé. No chão, o coelho ganha sempre.
 Será que devemos mudar o que cada um faz ou ajudar a adquirir novos talentos sem prejudicar os que já existem!"(Autor desconhecido)

O que dissemos dos animais vale para qualquer pessoa. Nós somos iguais. Temos as nossas diferenças, nossas capacidades especiais! Podemos tentar adquirir outras habilidades, mas sem perder ou prejudicar aquelas que já temos, pois estas nos ajudam no nosso dia a dia.
Descubra e estimule as habilidades específicas de cada criança, adolescente ou adulto especial. Estimulando estas habilidades podemos descobrir novas habilidades.
Vamos dar oportunidades deles crescerem e mostrarem do que são capazes.




sexta-feira, 1 de novembro de 2013

NOVO LUGAR DE ATENDIMENTO
O acompanhamento e orientação de um profissional especializado é de grande importância para nossas crianças e adultos especiais.
Envolve as áreas cognitiva, comportamental, sensorial, atenção e concentração, possibilitando um maior aproveitamento nas atividades de vida diária e educacional, melhorando a socialização, o convívio familiar e escolar e principalmente a qualidade de vida de todos os envolvidos. 
Consultório na Rua Urucuia, 62, Bairro Floresta, Belo Horizonte-MG.
O contato poderá ser feito através dos telefones: (31) 3047-8343 ou (31) 9130-2314. Atendimento também home care e avaliação psicopedagógica com orientação aos pais, responsáveis ou escolas em outras cidades.