segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PSICOLOGIA INFANTIL

É uma prática da psicologia que tem como objetivo  favorecer o bem estar e a qualidade de vida da criança e de sua família. Essa prática também é útil na prevenção de problemas familiares infantis e na redução de dificuldades já instaladas na família e na criança.

Durante o atendimento, o(a) terapeuta infantil usa estratégias lúdicas como histórias, desenhos, colagens, pinturas, jogos de acordo com a idade da criança, para criar um ambiente no qual ela se sinta à vontade. Por meio dessas atividades, temos a oportunidade de conhecer melhor a criança e promover meios adequados  para ajudá-la.
Entre várias questões podemos identificar e avaliar as dificuldades e potencialidades da criança; promover a mudança de comportamentos inadequados; adaptar meios de comunicação e formas de interagir com o meio em que vive; orientar os pais sobre como lidar com as dificuldades de seus filhos; melhorar a atenção, concentração e limites; melhora da coordenação motora e mudança de comportamentos estereotipados.
Experiências que resultam em satisfação, conforto, alegria, satisfação de necessidades auxiliam na composição de uma auto-estima positiva (esclarecendo o que entendemos aqui por auto-estima, vamos adotar o conceito do que seja - a capacidade de gostarmos de nós mesmos, de nos aprovarmos, a certeza de de que somos capazes de realizar coisas, de que somos competentes em determinadas habilidades). Sentir-se amado, entendido e acolhido trazem, sem dúvida, uma sensação de segurança em qualquer momento da vida, que resulta em uma maior auto-estima.

A auto-estima é construída passo a passo  rumo à evolução do desenvolvimento. Aprendemos a falar, a andar, a brincar, a nos relacionar de uma certa forma, a partir da maneira como somos apoiados, estimulados, motivados pelo ambiente em que vivemos, e aquilo que este nos proporciona.
O comportamento dos adultos, da família, dos cuidadores é muito importante na construção desta que será a base do amor próprio. A criança precisa ser estimulada a fazer aquilo que já tem condições para fazer, a princípio físicas. Precisa ter espaço para isto, ser “consolada” quando não consegue seu intento e se sente insegura, estimulada a tentar novamente outras possibilidades para conquistar seu objetivo.
Pais muito inseguros quanto aos seus filhos, ou superprotetores podem  educar suas crianças tornando-as também inseguras, fazendo com que se sintam incapazes, o que traz muita ansiedade e pode atrapalhar o desenvolvimento global.
Vejam então, que superproteção acaba por gerar ansiedade e insegurança. Ao contrário do que se poderia pensar - crianças muito protegidas sentiriam-se muito amadas e por conseguinte muito seguras! Não - crianças superprotegidas tem uma probabilidade muito maior de serem inseguras, ansiosas e com baixa-estima, visto que não sentem-se capazes de realizar por si mesmas, seja o que for, um trabalho sozinhas, a arrumação de um quarto e seus brinquedos, o atravessar de uma rua (quando com habilidade suficiente para isto), o preparo ou busca de um alimento no início de sua vida.
As crianças quando estão prontas, do ponto de vista físicos e cognitivos, dão sinais da necessidade de independência neste quesito de alguma forma. É preciso que os pais fiquem atentos, abram espaço para que os filhos possam experimentar o mundo, com a supervisão não mais do que necessária, e assim desenvolverem-se da forma mais saudável possível.

Estar presente, auxiliar nesse desenvolvimento, facilitar - e não fazer por eles, o que já podem fazer sozinhos. Elogiar quando alcançarem uma nova conquista, estimular a vencer obstáculos, ouvir seu filho naquilo que muitas vezes você não tem o menor interesse, mas que para ele é importante, são ações que vão de encontro à saúde e ao bem estar na vida presente e futura, construindo uma imagem positiva de si mesmo, auto-estima e sentindo-se uma pessoa capaz de ser amada, amar-se e amar aos outros.

Portanto, o melhor a fazer é estar sempre atento, elogiar quando preciso, dar limites quando necessário e acima de tudo amar incondicionalmente nossas crianças e ter em mente que a psicoterapia infantil pode ajudar quando vocês pais, acharem que está difícil caminharem sozinhos.