sexta-feira, 29 de novembro de 2013

BULLYING - UM TEMA ATUAL



O bullying é um fenômeno mundial tão antigo quanto a escola. É um termo do inglês sem tradução, compreendida como um conjunto de comportamentos de agressão física, verbal ou moral, intencionais e repetitivos que ocorrem sem motivação evidente, adotado por um ou mais alunos contra outro(a), causando dor, angústia e sofrimento. Pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, não só nas escolas. Ocorre também nas famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.
Na década de 70, na Suécia, surgiu um maior interesse da sociedade sobre este problema e logo estendeu-se para outros países. Na Noruega, em 1982 ocorreu o suicídio de três crianças entre 10 e 14 anos, motivadas pela situação de maus tratos a que eram submetidos pelos seus companheiros de escola. Devido à grande repercussão nos meios de comunicação o governo norueguês fez uma campanha nacional contra o bullying no ano seguinte. 
Nos Estados Unidos e Europa este problema é discutido amplamente na tentativa de minimizar os danos causados às crianças e adolescentes. No Brasil, um levantamento feito pela ABRAPIA (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência) entre 2000 e 2004, envolvendo quase seis mil estudantes de escolas do município constatou que 40,5% dos alunos admitiram estar envolvidos em bullying, revelando índices superiores aos países europeus.
Atualmente a facilidade com que jovens se comunicam pela rede mundial de computadores tem provocado um novo fenômeno: o cyberbullying. Através de salas de bate-papo virtual, emails ou redes sociais, são expostos textos, imagens e até vídeos das vítimas, onde o objetivo é agredir, difamar, ofender e humilhar suas vítimas.
Pessoas que praticam o bullying acreditam na impunidade de seus atos e muitas vezes revelam pertencer a famílias desestruturadas ou tem algum transtorno comportamental como o desafiador opositor, de conduta ou hiperatividade. Quem executa tais atos deseja controlar e dominar o outro. 
Os alvos normalmente são pessoas tímidas, quietas, inseguras, pouco habilidosas socialmente, possuem poucos amigos e são facilmente intimidadas, apresentando dificuldades de reagir e se defender dos atos de agressividade. Em alguns casos apresentam algum transtorno comportamental como fobia social, depressão ou transtorno invasivo do desenvolvimento. São estas pessoas que os praticantes do bullying identificam para agirem.
Grande parte das vítimas não buscam ajuda por medo de seus agressores e as testemunhas desses atos tem medo de se tornarem as próximas vitimas. O ambiente se torna hostil e inseguro para todos.
As vítimas experimenta  grande sofrimento, o que pode interferir em seu desenvolvimento social, emocional e em sua vida escolar ou profissional.
 As consequências são, principalmente na escola: baixa autoestima, queda do rendimento escolar, resistência ou recusa em ir para a escola, frequente troca de colégio ou abandono dos estudos. Em casos mais graves pode levar a quadros depressivos e até suicídio.
No trabalho é um problema sério que algumas pessoas pensam ser um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que enfraquece a integridade e confiança da vítima, que muitas vezes acha que é algo passageiro.
Entre vizinhos toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, como por exemplo barulho excessivo para perturbar o sono ou fazer queixas por qualquer problema que surge. 

O QUE FAZER?
Perceber e monitorar as habilidades ou possíveis dificuldades que possam ter os jovens em seu convívio social com os colegas, passa a ser atitude obrigatória daqueles que assumiram a responsabilidade pela educação. A identificação precoce do bullying e o trabalho de informação e conscientização entre professores, pais, alunos no caso da escola e entre colegas de trabalho e direção no caso de local de trabalho são fundamentais para lidar com o problema.
As ações anti-bullying devem considerar ao elaborar estratégias de enfrentamento da situação, as características sociais, econômicas e culturais da população. O envolvimento de todos é fundamental para implementação de projetos e redução do bullying. As ações devem priorizar a conscientização geral, apoio às vítimas, conscientização dos agressores sobre seus atos e a garantia de um ambiente saudável, seguro e acolhedor para todos. É importante reforçar os conceitos éticos, de respeito e estimular uma cultura pacifista. O encorajamento de todos para participarem da supervisão e intervenção desses atos, pode ser uma boa estratégia de enfrentamento da situação.
Na escola, os professores devem lidar e resolver efetivamente cada caso, buscando cooperação de outras instituições, como centros de saúde e conselhos tutelares. É importante também desenvolver junto aos praticantes de bullying incentivo no sentido de adquirir comportamentos mais amigáveis e sadios, evitando o uso de ações puramente punitivas, como castigos, suspensões ou exclusão do ambiente escolar, que acabam por marginalizá-los. Resumindo, o importante é identificar, traçar metas e procedimentos e ajudar tanto os praticantes como as vítimas de byllying.

Fontes de pesquisa: Aramis, A.Lopes Neto, Bullying - Comportamento Agressivo entre Estudantes; Taylor, Maurren, Bullying e o Desrespeito; Teixeira, Gustavo, Manual dos Transtornos Escolares.







Nenhum comentário:

Postar um comentário