quarta-feira, 3 de abril de 2013

Dia Mundial da Conscientização do Autismo


Boa noite  a todos os seguidores do blog!!!

Ontem foi o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A ONU criou a data no fim de 2007, iniciando a campanha em 02 de abril de 2008. Desde então, anualmente, o mundo todo se ilumina de azul pelo autismo. Em várias partes do mundo teve comemorações, monumentos iluminados de azul (diga-se de passagem, uma cor linda), lembrando a data e mostrando para todos a importância de se ter consciência sobre o que é o Autismo (e por que não de outras síndromes?).  Uma data muito importante para todos; crianças com necessidades especiais, pais e profissionais que convivem diariamente com algo que vai além da procura por uma explicação científica, religiosa ou racional. Todos os dias deveriam ser considerados um dia de conscientização, principalmente para a população em geral.
Vários livros, filmes, palestras e informações saem todos os dias sobre o tema. O mais importante é saber filtrar e entender o que é realmente relevante.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que temos mais ou menos  70 milhões de pessoas com autismo no mundo. No Brasil, a estimativa é de 2 milhões. A Lei Federal 12.764/12, aprovada recentemente pode ajudar muito mas tem que ser algo além de palavras escritas em um papel. Tem que funcionar na prática. No dia a dia de nossas crianças é que esperamos o cumprimento do que está na Lei. 
O que estamos fazendo em relação às nossas crianças? Temos que compreender e lidar com elas com muito respeito e amor e tentar construir uma sociedade mais aberta e consciente dos direitos delas. 
"Devemos olhar a criança com autismo sob a perspectiva dela, pois somente desta forma seremos capazes de ajudá-la, Não existe uma criança "normal" escondida por trás do autismo.O autismo é uma maneira de ser que perpassa toda a vivência com suas percepções, pensamentos, emoções e sensações. É impossível dissociar a pessoa do autismo. Para se estabelecer uma relação verdadeira com a criança que tem autismo, temos que nos abrir para uma nova forma de entendimento compartilhado, que inclua novos sinais e significações que sejam compreensíveis para ela. E nessa concepção somos nós que temos que aprender uma nova linguagem. É claro que nos comunicar com alguém cuja linguagem não é a nossa é algo bem trabalhoso; por isso estudamos durante anos idiomas diversos para estabelecermos contato com pessoas estrangeiras. Com o autismo se dá algo semelhante, mas com um detalhe bastante peculiar: é uma maneira de ser que vai muito além de uma cultura e sua linguagem. Trata-se de uma existência humana estrangeira em qualquer lugar do mundo. Por isso mesmo, temos que nos despir de todas as certezas do nosso mundinho confortável de conhecimento e permitir que essas crianças nos ensinem um pouco de sua própria linguagem e de seu universo tão especial."(*)
O que elas precisam são pessoas que as valorizem, não tenham preconceitos e as amem por serem quem são, sem comparações com outras crianças. Da mesma forma que para nós cada criança com autismo é como uma caixinha de surpresas, para eles também é bastante trabalhoso perceber, conhecer e aprender  sobre o nosso mundo. Mas nada é impossível se existir amor, carinho, atenção, apoio, aceitação, limites.
Vamos lutar por um mundo melhor, mais consciente e que valorize mais a conquista de cada um de nós, autistas ou não.
(*) Silva, Ana Beatriz B.; Mundo Singular.

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