O TRANSTORNO DE PROCESSAMENTO SENSORIAL
Atualmente
conhecido como dificuldade de processamento e integração da informação sensorial ou disfunção de integração sensorial, pode
ocorrer em qualquer período do desenvolvimento e não está ligada diretamente a
uma patologia ou deficiência, mas observa-se que alguns diagnósticos apresentam
maior propensão a apresentar problemas sensoriais, como por exemplo o autismo e dificuldades de aprendizagem. Esse
transtorno é definido como a incapacidade de modular, discriminar, coordenar ou
organizar as sensações de forma adequada, ou seja, é o processamento inadequado
de informações sensoriais (oriundas de todos os sistemas sensoriais - tato,
olfato, paladar, audição, visão, vestibular e propriocepção, e do próprio
ambiente), que pode ocasionar principalmente dificuldade no aprendizado e no
comportamento.
Quais são os sinais que as crianças com transtorno
de processamento sensorial apresentam?
A criança pode apresentar alguns sinais discretos
de transtorno de processamento sensorial que são indícios de uma dificuldade
específica que afetam as habilidades da criança em fazer o que quer ou
necessita realizar. Se a criança apresentar vários comportamentos como os
descritos abaixo, pode ser encaminhada para uma avaliação, onde o terapeuta
traça o perfil sensorial da criança e elabora um programa de tratamento
específico e individualizado.
.Tipo 1 .Transtorno de Modulação Sensorial
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Evitam toques ou atividades que envolvam toques
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| Tocam tudo enquanto se locomovem |
| Tapam os ouvidos em ambientes com som ambiente diverso |
| Cheiram objetos e pessoas o tempo todo |
| Se assutam facilmente |
| São muito seletivas para comer, rejeitam alimentos com texturas específicas |
| Sentem enjôo ou náusea em veículos em movimento |
| Dificuldades em regular os ciclos de sono |
| Rejeitam tomar banho, escovar os dentes e lavar as mãos frequentemente |
| Choro excessivo em terapias, em contato com outras pessoas |
| Medos excessivos de cair, de movimentar-se, de altura |
| Movimentam-se, balançam os pés, tamborilam os dedos, o tempo todo para comer, escrever, ler e manter a atenção |
| Detestam brincadeiras de movimento ou playground |
| Estão em contante movimento, só brincam em atividades de muito movimento |
| Nunca choram quando se machucam |
| Náusea ou vómito com alimentos texturizados ou em consistências específicas (purê, sopa, caldo, granulados) |
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.Tipo 2 .Transtorno de Discriminação Sensorial
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Não conseguem manter a atenção em uma atividade
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| Parecem não ter preferências alimentares nem declaram gostos por comidas |
| Não percebem mudanças no discruso, entonações ou assunto |
| Não usam as pistas visuais para orientar-se no ambiente |
| Não percebem mudanças climáticas, uso inadequado de roupas a temperatura ambiente |
| Dificuldades para diferenciar letras, sons, palavras |
| Não conseguem explorar brinquedos e objetos |
| Parecem não ouvir quando chamadas pelo nome, não distingue tons de fala e não identifica quem a está chamando sem olhar |
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.Tipo 3 .Transtorno Motor com Base Sensorial
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Não consegue realizar atividades com várias etapas
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| Debruçam-se sobre a mesa para escrever, comer e ler |
| Parece não saber como resolver um problema simples para sua idade |
| Não conseguem seguir regras e sequenciar etapas para concluir uma ação |
| Sentem-se frustadas com atividades em grupo, esportes |
| Parecem muito desajeitadas ao manipular um objeto, derrubam tudo o tempo todo |
| Dificuldades em sequenciamento, formação de frases e textos |
| Dificuldades no traçado das letras, na grafia abstrata e na coordenação motora sem nenhum comprometimento motor |
| Dificuldades em correr, pular, saltar, atirar objetos em alvos sem comprometimento motor que explique sua dificuldade |
| Movem-se muito lentamente com excesso de cautela, parece sempre ter um obstáculo a sua frente |
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O tratamento mais indicado é utilizar a abordagem de Integração Sensorial que tem como objetivo melhorar a capacidade da criança em aprender os processos envolvidos na realização das habilidades.
A aplicação da terapia de integração sensorial focaliza a capacidade de receber, perceber, recordar, e fazer o planejamento da ação (resposta), tratando o problema e não somente amenizando o sintoma.
A criança ou adolescente através das atividades com ofertas sensoriais que realiza aprende naturalmente e enriquece seu repertório de respostas ao ambiente através de ações efetivas e funcionais.
Fontes de Pesquisa: The Thinking Person's Guide to Autism: The Book, Shannon Des Roches Rosa, Jennifer Byde Myers e Emily Willingham e colaboradores e site Artevida;
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